Formada em Letras

Rosane Amaral

28 anos

Eu comecei a ler de verdade quando percebi que livros faziam algo que poucas coisas faziam por mim: organizavam o caos. Na adolescência, eu tinha aquela sensação de estar sempre “atrasada” para viver certas coisas — como se todo mundo tivesse um manual secreto e eu não. Um dia, encontrei um romance antigo numa caixa de doações da escola e levei por curiosidade.

Meu nome é Rosane Amaral, tenho 28 anos, e escrevo no imortaisfy como quem abre um livro no meio do caminho só para “ler uma página” — e quando percebe, já está em outro mundo. Eu nunca fui a pessoa mais extrovertida da sala, mas sempre fui a que prestava atenção nas histórias. Talvez por isso a leitura tenha virado meu lugar seguro e, com o tempo, meu jeito favorito de entender gente, escolhas e recomeços.

Eu comecei a ler de verdade quando percebi que livros faziam algo que poucas coisas faziam por mim: organizavam o caos. Na adolescência, eu tinha aquela sensação de estar sempre “atrasada” para viver certas coisas — como se todo mundo tivesse um manual secreto e eu não. Um dia, encontrei um romance antigo numa caixa de doações da escola e levei por curiosidade. A história nem era perfeita, mas tinha uma personagem que errava, recomeçava e seguia em frente sem pedir desculpa por existir. Aquilo me pegou de um jeito que eu ainda lembro. Foi a primeira vez que eu entendi que ler não era só passar o tempo: era descobrir uma linguagem para o que eu sentia.

Com 19 anos, eu comecei a trabalhar e, como muita gente, vivi uma fase em que a rotina engole a gente sem fazer barulho. Foi quando eu criei meu hábito mais teimoso: carregar um livro na bolsa. Teve leitura em fila de banco, em intervalo curto de almoço e até em sala de espera. Nessa época, eu aprendi uma coisa que hoje é quase um valor pessoal: a leitura não precisa de “tempo perfeito”, ela precisa de intenção. Você não espera a vida ficar calma para respirar — você respira para atravessar a vida. Livro, para mim, sempre foi isso.

O imortaisfy nasceu dessa necessidade de compartilhar. Eu cansei de resenhas que parecem currículo, de recomendações sem contexto e de listas que tratam livro como produto. Eu queria um espaço em que a gente pudesse falar de literatura como experiência: o que um livro muda, o que ele provoca, por que certas frases ficam rondando a cabeça por dias. Aqui eu escrevo do jeito que eu gostaria de ler: com cuidado, honestidade e um pouco de emoção, porque eu acredito que a melhor leitura é a que deixa marca — mesmo quando a gente não sabe explicar direito por quê.

Hoje, eu escrevo para leitores que estão começando e para leitores que já têm estante lotada — porque no fundo a gente está sempre recomeçando: um livro novo, um gênero novo, um autor que surpreende. Se você chegou até aqui, eu espero que o imortaisfy seja um lugar de descoberta e companhia. Se eu pudesse resumir minha relação com livros em uma imagem, seria essa: cada leitura é como acender uma luz pequena dentro da gente. Não ilumina tudo de uma vez, mas ajuda a gente a dar o próximo passo. E, para mim, isso já é motivo suficiente para continuar escrevendo.

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