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  • Texto pronto: modelo de resumo escolar (com campos para preencher)

    Texto pronto: modelo de resumo escolar (com campos para preencher)

    Um resumo escolar bem-feito economiza tempo na hora de estudar e ajuda o professor a ver se você realmente entendeu o texto. O problema é que muita gente tenta “encurtar” sem método e acaba copiando frases soltas ou esquecendo as ideias principais.

    Para evitar isso, este modelo de resumo traz um jeito simples de organizar leitura, anotações e escrita. Você preenche campos objetivos e transforma o que leu em um texto claro, do tamanho certo e com começo, meio e fim.

    Você pode usar o mesmo formato para livro, capítulo, reportagem, artigo de revista, texto do material didático ou conteúdo de aula. Só muda o tipo de informação que entra em cada campo.

    Resumo em 60 segundos

    • Leia o texto inteiro uma vez, sem escrever, para entender o assunto geral.
    • Na segunda leitura, marque: tema, ideia principal e 3 a 6 pontos essenciais.
    • Defina o objetivo do seu resumo: estudar, entregar para nota ou preparar seminário.
    • Use o “esqueleto” de 5 partes: identificação, tema, tese/ideia central, desenvolvimento e fechamento.
    • Escreva com suas palavras, mantendo a ordem lógica das ideias do autor.
    • Controle o tamanho com uma regra simples: 20% a 30% do texto original (pode variar pela tarefa).
    • Revise procurando: repetições, frases muito longas e informações que não ajudam a entender.
    • Confira se dá para responder: “sobre o que é?” e “o que o autor defende/explica?” só com o seu texto.

    O que é um resumo escolar e o que ele não é

    A imagem representa visualmente a diferença entre um resumo escolar bem feito e aquilo que ele não deve ser. De um lado, aparecem anotações sintéticas e organizadas, que mostram compreensão do conteúdo. Do outro, um texto longo e confuso sugere cópia excessiva ou falta de critério. A cena ajuda o estudante a entender, de forma prática, que resumir não é transcrever, mas selecionar e reorganizar ideias essenciais.

    Resumo escolar é um texto curto que apresenta o assunto e as ideias principais de um texto-base, com coerência e sem “pular” etapas importantes. Ele serve para registrar compreensão e facilitar revisão antes de prova, trabalho ou debate.

    Ele não é uma colagem de trechos do original nem uma opinião sobre o tema. Se você inclui julgamento pessoal (“achei errado”, “concordo”), já vira outro gênero, como comentário ou resenha, dependendo do pedido do professor.

    Na prática, pense assim: o resumo responde “o que o texto diz” e não “o que eu penso”. Se a tarefa pedir opinião, o professor costuma avisar claramente.

    Antes de escrever, entenda o pedido do professor

    Dois resumos podem ficar bem diferentes dependendo do objetivo. Um resumo para entregar vale mais a clareza e a organização; um resumo para estudar pode ser mais direto e focado em conceitos e relações.

    Procure no enunciado pistas como “em até X linhas”, “cite argumentos”, “apresente o problema e a conclusão”, “use linguagem formal” ou “explique com suas palavras”. Essas frases mudam o que entra e o que sai.

    Quando não houver instrução, uma regra segura é manter o essencial: tema, ideia central e pontos que sustentam essa ideia. Isso evita um texto curto demais, que parece “vazio”.

    Regra prática de decisão para saber o que entra

    Uma dúvida comum é escolher o que cortar. Para decidir, use um teste simples: se eu tirar esta informação, o leitor ainda entende a linha principal do texto? Se a resposta for sim, provavelmente é detalhe.

    Detalhes típicos que saem primeiro são exemplos longos, repetições, histórias paralelas e dados muito específicos que não sustentam a ideia central. Já definições, causas, consequências e conclusões costumam ficar.

    Se o texto original traz uma sequência de passos ou de eventos, mantenha a ordem. Resumo que embaralha a lógica vira confusão, mesmo que esteja “curto”.

    Modelo de resumo

    Como usar: preencha os campos na ordem. Depois, transforme o preenchimento em 1 a 3 parágrafos corridos, com conectivos simples (por exemplo: “primeiro”, “em seguida”, “além disso”, “por fim”).

    1) Identificação do texto-base

    Título do texto:

    Autor(a) / Fonte:

    Tipo de texto: (livro, capítulo, reportagem, artigo, texto didático)

    Data (se houver):

    2) Tema e recorte

    Tema em 1 frase:

    Recorte (qual parte do tema o texto foca):

    3) Ideia central

    Ideia principal do autor em 1 a 2 frases:

    Objetivo do texto (explicar, argumentar, informar, alertar, narrar):

    4) Pontos essenciais

    Ponto 1 (o mais importante):

    Ponto 2 (o que sustenta o ponto 1):

    Ponto 3 (causas, evidências, exemplos curtos):

    Ponto 4 (consequências, desdobramentos):

    Ponto 5 (comparações, condições, limites, se houver):

    5) Fechamento do texto-base

    Conclusão do autor (em 1 frase):

    Mensagem final (o que o texto deixa claro):

    6) Seu controle de tamanho e clareza

    Tamanho pedido (linhas/palavras):

    Meu resumo ficou com (aprox.):

    Termos que preciso explicar melhor (se houver):

    Passo a passo: do texto marcado ao parágrafo final

    Comece lendo uma vez para entender o assunto geral. Na segunda leitura, sublinhe apenas o que muda o entendimento do texto: definições, afirmações centrais, causas e conclusões.

    Depois, responda três perguntas em rascunho: “sobre o que é?”, “o que o autor quer mostrar?” e “como ele sustenta isso?”. Essas respostas viram o núcleo do seu resumo.

    Por fim, escreva em parágrafo corrido, sem listas, como se estivesse explicando para alguém que não leu o texto. Se ficar longo, corte detalhes, não a ideia central.

    Erros comuns que derrubam a nota

    O erro mais frequente é copiar trechos do texto-base. Além de parecer falta de compreensão, isso geralmente quebra a unidade do seu texto, porque as frases copiadas foram feitas para outro contexto.

    Outro problema é “resumir demais” e virar uma frase genérica. Quando o resumo fica sem ponto central e sem desenvolvimento, o professor não consegue avaliar o que você entendeu.

    Também atrapalha trocar a ordem das ideias, misturar assuntos de parágrafos diferentes e incluir opinião pessoal quando a tarefa não pediu. Esses deslizes dão a sensação de texto “bagunçado”.

    Como deixar o texto com cara de resumo e não de cópia

    Uma técnica simples é reescrever cada ideia marcada com verbos seus. Em vez de repetir “o autor afirma que…”, você pode usar “o texto defende…”, “o texto explica…”, “o texto apresenta…”.

    Use conectivos para mostrar relação entre ideias: causa (“porque”), consequência (“por isso”), contraste (“porém”), adição (“além disso”) e conclusão (“por fim”). Isso dá coerência mesmo em textos curtos.

    Se precisar manter um termo específico do texto-base (um conceito, um nome histórico, um lugar), mantenha só o necessário e explique em poucas palavras quando ele for decisivo para entender.

    Variações por contexto no Brasil

    Na escola, é comum o resumo ser pedido para checar leitura de obra literária, capítulo de História ou texto de Ciências. Nesses casos, o professor costuma valorizar sequência lógica e conceitos-chave, mais do que detalhes.

    Em biblioteca pública ou sala de leitura, o resumo pode servir para registrar o que você leu e escolher próximos livros. Aí faz sentido incluir uma frase de “para que serve” o texto, sem virar opinião longa.

    Em contextos com pouco tempo (ônibus, intervalo, trabalho), o mais prático é preencher os campos essenciais no celular e escrever o parágrafo final depois, com calma. A clareza melhora quando você revisa fora da pressa.

    Quando buscar ajuda de professor, bibliotecário ou mediador

    Vale pedir ajuda quando você não consegue identificar a ideia central mesmo após duas leituras, ou quando cada parágrafo parece “falar de um assunto diferente”. Isso costuma indicar dificuldade de reconhecer a estrutura do texto.

    Também é recomendável procurar orientação se a tarefa exige normas específicas, tamanho rígido ou linguagem formal, e você não tem certeza do padrão. Um ajuste pequeno nesse ponto pode evitar desconto por formato.

    Em escolas com sala de leitura, bibliotecário e projetos de mediação, você pode levar seu rascunho preenchido. Com os campos prontos, a conversa fica objetiva e a correção vira aprendizado, não só “conserto”.

    Prevenção e manutenção: como melhorar a cada novo resumo

    A imagem ilustra a ideia de progresso contínuo na escrita de resumos. Ao mostrar diferentes versões organizadas ao longo do tempo, ela reforça que melhorar não depende de refazer tudo, mas de revisar, comparar e ajustar aos poucos. O foco está na manutenção do hábito e na aprendizagem gradual, ajudando o estudante a perceber que cada novo resumo pode ficar mais claro e eficiente que o anterior.

    Guardar seus resumos é útil, mas só funciona se você conseguir reler rápido. Para isso, mantenha sempre o mesmo “esqueleto” e destaque mentalmente: tema, ideia central e 3 pontos essenciais.

    Uma rotina simples é revisar 24 horas depois e fazer uma checagem: seu texto ainda responde “sobre o que é?” e “o que o autor conclui?” sem você precisar abrir o original. Se não responder, falta peça central.

    Com o tempo, você percebe padrões: quais tipos de texto pedem mais definição, quais pedem mais sequência de eventos e quais pedem mais comparação. Essa percepção reduz esforço em trabalhos futuros.

    Fonte: gov.br — BNCC

    Fonte: gov.br — produção textual

    Checklist prático

    • Li o texto inteiro pelo menos uma vez antes de escrever.
    • Consigo dizer o tema em uma frase simples.
    • Identifiquei a ideia central do autor em 1 a 2 frases.
    • Separei de 3 a 6 pontos que sustentam a ideia principal.
    • Mantive a ordem lógica do texto-base.
    • Usei conectivos para ligar as ideias (causa, contraste, conclusão).
    • Evitei copiar períodos longos do original.
    • Não coloquei opinião pessoal quando não foi pedido.
    • Revisei para cortar repetições e exemplos longos.
    • Conferi o tamanho exigido (linhas/palavras) e ajustei.
    • Releio e entendo sem precisar voltar ao texto-base toda hora.
    • O fechamento do meu texto mostra a conclusão do autor.

    Conclusão

    Um bom resumo escolar nasce mais da organização do que da pressa. Quando você preenche campos objetivos e transforma isso em parágrafos, fica mais fácil mostrar compreensão e estudar depois com menos retrabalho.

    Se você quiser, use o modelo por uma semana em matérias diferentes e compare: em qual disciplina foi mais fácil achar a ideia central? Em qual você precisou de mais leitura para entender a estrutura?

    Perguntas para comentários: qual parte você mais trava na hora de resumir: escolher o que entra, escrever com suas palavras ou controlar o tamanho? E você prefere resumir no papel ou no celular?

    Perguntas Frequentes

    Quantas linhas um resumo escolar deve ter?

    Depende do pedido do professor e do tamanho do texto-base. Quando não há regra, uma referência prática é ficar entre 20% e 30% do original, ajustando pela importância de cada parte.

    Posso copiar frases do texto-base?

    O ideal é escrever com suas palavras. Se houver um termo técnico ou uma definição muito específica, você pode manter trechos curtos, mas sem transformar o resumo em colagem.

    Preciso citar a fonte no resumo?

    Em atividades escolares, normalmente basta identificar título e autor/fonte no início. Se o professor pedir referência formal, siga exatamente o padrão exigido na sua turma.

    Resumo e resenha são a mesma coisa?

    Não. Resumo apresenta as ideias principais do texto-base; resenha costuma incluir avaliação, opinião e análise. Se a tarefa pede “o que você achou”, já não é só resumo.

    Como saber se peguei a ideia central certa?

    Faça o teste: explique o texto em duas frases para alguém que não leu. Se você conseguir manter o sentido e o foco, a ideia central está clara; se virar um tema amplo demais, falta recorte.

    O que faço quando o texto é muito difícil?

    Quebre em partes: anote o tema de cada parágrafo e procure repetições de palavras e conceitos. Se ainda ficar confuso, leve seus apontamentos a um professor ou mediador de leitura para ajustar o foco.

    Posso fazer resumo em tópicos?

    Se a tarefa permitir, tópicos podem ajudar a estudar. Para entregar, o mais comum é parágrafo corrido; vale conferir o formato pedido para não perder ponto por apresentação.

    Como resumir um capítulo inteiro de livro?

    Priorize a estrutura: problema, desenvolvimento e conclusão do capítulo. Em vez de “seguir página a página”, agrupe por partes e selecione o que realmente muda a compreensão do tema.

    Referências úteis

    Ministério da Educação — documento curricular nacional: gov.br — BNCC

    Ministério da Educação — material educativo sobre escrita: gov.br — produção textual

    Rede de Recursos Educacionais Digitais — atividades sobre gêneros: mec.gov.br — resumo e resenha

  • Como transformar anotações soltas em resumo pronto para entregar

    Como transformar anotações soltas em resumo pronto para entregar

    É comum juntar pedaços de aula, tópicos do livro, frases do professor e ideias soltas no mesmo caderno. Na hora de entregar um trabalho, porém, esse material parece “não conversar” entre si e vira um emaranhado difícil de organizar.

    O caminho mais seguro é tratar suas anotações como matéria-prima: primeiro você limpa, depois agrupa, e só então escreve. Isso reduz o retrabalho e evita que o resumo fique longo, confuso ou com lacunas.

    O objetivo deste texto é mostrar um método simples para sair do “rascunho infinito” e chegar a um texto curto, coeso e aceitável em contexto escolar ou acadêmico, sem depender de ferramentas específicas.

    Resumo em 60 segundos

    • Reúna tudo em um só lugar (caderno, folhas, fotos, arquivo) antes de começar.
    • Defina o pedido do resumo: tamanho, tema, data, critérios do professor.
    • Marque o que é “ideia principal” e o que é “detalhe de apoio”.
    • Agrupe por assunto (3 a 6 blocos) e nomeie cada bloco com uma frase curta.
    • Elimine repetições e exemplos muito longos; guarde só o que sustenta a ideia.
    • Escreva um parágrafo por bloco, com começo-meio-fim, em linguagem objetiva.
    • Faça uma revisão final com três checagens: clareza, ordem lógica e tamanho.
    • Se ainda estiver confuso, volte uma etapa: o problema costuma estar no agrupamento.

    O que é um “resumo pronto para entregar” na prática

    A imagem mostra, de forma prática, a diferença entre material bruto e trabalho finalizado. De um lado, aparecem anotações espalhadas e fragmentadas, típicas do processo de estudo. Do outro, um resumo curto, limpo e organizado, com parágrafos bem definidos, pronto para ser entregue. O contraste visual reforça a ideia de síntese, clareza e adequação ao que o professor espera, sem excessos ou improvisos.

    Um resumo pronto não é uma cópia de frases do texto original, nem uma lista de tópicos sem ligação. Ele é um texto curto que apresenta as ideias centrais com encadeamento, sem “buracos” de explicação.

    Na escola, geralmente contam: fidelidade ao conteúdo, organização e clareza. Em trabalhos mais formais, também pesam: objetividade, termos adequados e ausência de opinião quando não foi solicitada.

    Na prática, você sabe que está pronto quando alguém que não assistiu à aula entende “sobre o que é” e “quais pontos sustentam o tema” sem precisar perguntar o tempo todo.

    Antes de escrever, alinhe o pedido do professor com seu material

    Quase todo resumo dá errado por um motivo simples: o estudante escreve sem ter certeza do que deve entregar. Um professor pode querer uma síntese do capítulo; outro, um resumo da aula; outro, uma comparação entre dois autores.

    Separe dois minutos para responder por escrito: qual tema, qual recorte, qual tamanho e qual prazo. Se existir um enunciado, releia e destaque verbos como “explicar”, “comparar”, “apontar causas” ou “resumir”.

    Quando o pedido não está claro, vale buscar orientação com um professor, monitor, bibliotecário da escola ou coordenação pedagógica. Isso evita produzir um texto correto, mas fora do que foi solicitado.

    Coleta rápida: transforme “espalhado” em “visível”

    O primeiro ganho é parar de caçar informação enquanto tenta escrever. Reúna tudo: páginas do caderno, folhas soltas, fotos do quadro, marcações do livro e mensagens do grupo da turma que tenham conteúdo.

    Se parte do material estiver em foto, não é obrigatório transcrever inteiro. Basta anotar o essencial em frases curtas, para que você consiga enxergar o conjunto e comparar ideias.

    Um cuidado útil é separar “conteúdo” de “logística”. Datas de prova e avisos são importantes, mas não entram no resumo; deixe isso em outra página para não poluir a síntese.

    Organizando anotações para virar resumo

    Agora trate o material como peças de um quebra-cabeça. Leia tudo uma vez e faça marcas simples: (P) para ideia principal, (A) para apoio, (E) para exemplo, (D) para detalhe que pode sair.

    Em seguida, agrupe por assunto, não por ordem do caderno. Se a aula voltou ao mesmo tema três vezes, essas partes devem ficar juntas no mesmo bloco, mesmo que estejam em páginas diferentes.

    Limite de blocos ajuda a manter o texto curto. Para a maioria dos casos, 3 a 6 blocos funcionam bem: menos que isso costuma virar generalidade; mais que isso tende a estourar o tamanho.

    O esqueleto de parágrafo que evita confusão

    Um parágrafo bem feito resolve metade do trabalho. Use um modelo simples: frase de abertura com a ideia central, duas frases de explicação, e um fechamento que conecte com o próximo assunto.

    Exemplo realista: em vez de “O autor fala sobre desigualdade”, prefira “O autor relaciona desigualdade a acesso desigual a educação e renda, mostrando como isso afeta oportunidades e mobilidade social”.

    Se você sente que “precisa colocar tudo”, provavelmente está misturando ideia principal com detalhe. Detalhe bom é o que sustenta a ideia, não o que aumenta volume.

    Passo a passo para escrever sem travar

    Comece pelo bloco mais fácil, não pela introdução. Quando você escreve um parágrafo bom, ele vira referência de tom e tamanho para os próximos.

    Depois, escreva uma frase de abertura para cada bloco, como se fosse um título invisível. Só então preencha as explicações, escolhendo 1 ou 2 apoios por bloco, no máximo.

    Por fim, faça a introdução em duas frases: uma dizendo o tema e outra dizendo quais pontos serão cobertos. Isso evita introduções longas e vagas.

    Erros comuns que fazem o resumo perder nota

    O erro mais comum é confundir resumo com transcrição. Copiar frases do material, mesmo que sejam boas, geralmente cria um texto com mudanças bruscas de estilo e sem ligação lógica.

    Outro erro frequente é “resumir demais” e virar uma lista de palavras. Se o leitor precisa adivinhar as relações, faltou explicação mínima entre as ideias.

    Também pesa negativamente misturar opinião quando não foi pedido. Frases como “eu achei” ou “isso é absurdo” podem ser adequadas em resenha ou debate, mas não em resumo informativo.

    Regra de decisão prática: o que entra e o que fica de fora

    Quando você não sabe o que cortar, use uma regra simples: se eu tirar esta frase, a ideia principal ainda se sustenta? Se sim, provavelmente é excesso.

    Outra regra útil é a do “apoio único”: para cada ideia central, mantenha no máximo dois apoios (um dado explicado, um exemplo curto ou uma consequência). Mais que isso costuma virar mini-aula dentro do parágrafo.

    Se o professor pediu um tamanho específico, respeite como critério de qualidade. Um texto bom, mas fora do limite, passa a impressão de falta de cuidado com instruções.

    Revisão final: três checagens que resolvem 80% dos problemas

    Primeiro, cheque clareza: leia em voz baixa e veja onde você mesmo tropeça. Tropeço quase sempre indica frase longa demais ou termos sem explicação.

    Segundo, cheque ordem lógica: cada parágrafo deveria responder “e daí?” e levar ao próximo. Se você sente que pulou de assunto, ajuste a sequência dos blocos.

    Terceiro, cheque tamanho: corte repetições, exemplos longos e definições que o professor já deu em aula. Nessa etapa, revisar suas anotações com foco em redundância costuma render bons cortes.

    Quando buscar ajuda de um professor, bibliotecário ou monitor

    Peça ajuda quando o problema não é “escrever bonito”, mas entender o conteúdo. Se você não consegue explicar o tema em duas frases, a dificuldade é de compreensão, e não de formatação.

    Também vale buscar orientação quando o enunciado estiver ambíguo, quando houver exigência específica (por exemplo, resumo informativo, crítico, expandido) ou quando o professor usar critérios que você ainda não domina.

    Em muitas escolas e universidades, a biblioteca e a coordenação oferecem apoio de estudo e orientação de pesquisa. Um ajuste de cinco minutos com alguém experiente pode evitar horas de tentativa e erro.

    Variações por contexto no Brasil: caderno, celular, transporte e rotina

    Quem estuda em transporte público pode ter material fragmentado: um pouco no caderno, um pouco no celular, um pouco em foto. Nesse caso, a etapa de “reunir tudo” é ainda mais importante, mesmo que seja só em uma folha de rascunho.

    Em casa com pouca privacidade, a escrita pode ser feita em blocos de 10 a 15 minutos. O segredo é deixar o próximo passo claro: terminar um parágrafo por vez, em vez de tentar “fazer tudo de uma vez”.

    Se a sua região tem internet instável, não dependa de ferramentas online para organizar. Um método em papel, com marcações simples e agrupamento por assunto, funciona do mesmo jeito e dá mais controle.

    Prevenção e manutenção: como não voltar ao caos na próxima entrega

    A imagem representa a manutenção do hábito de organização após a entrega de um trabalho. O ambiente mostra materiais guardados, anotações atualizadas e um planejamento simples à vista, indicando que o estudo continua de forma controlada. O foco não está em urgência ou pressão, mas em constância e prevenção, reforçando a ideia de que pequenas ações regulares evitam o retorno ao acúmulo e à desordem nas próximas entregas.

    Depois de entregar, guarde o resumo como “versão limpa” do tema. Na próxima prova, ele vira revisão rápida e reduz a necessidade de reler tudo do zero.

    Para manter o material útil, crie um hábito pequeno: ao final de cada aula, escreva três linhas com “tema”, “pontos centrais” e “dúvidas”. Isso melhora a qualidade do que você vai usar depois.

    Com o tempo, suas anotações ficam mais objetivas e o resumo deixa de ser um sofrimento de última hora. O ganho aparece mais na constância do que em um único dia de esforço.

    Checklist prático

    • Juntar caderno, folhas, fotos e marcações do livro em um só lugar.
    • Reescrever em frases curtas o que estiver apenas em imagem.
    • Separar “conteúdo” de “avisos” para não misturar no texto.
    • Marcar ideia principal, apoio e exemplo com sinais simples.
    • Agrupar por assunto e limitar a 3–6 blocos.
    • Nomear cada bloco com uma frase curta que diga o ponto central.
    • Escrever um parágrafo por bloco com abertura, explicação e fechamento.
    • Cortar repetições e exemplos longos antes de revisar gramática.
    • Checar se a ordem dos parágrafos segue uma linha lógica.
    • Confirmar tamanho pedido e ajustar cortes finais.
    • Remover opiniões quando não forem solicitadas.
    • Ler em voz baixa para identificar frases longas e termos confusos.

    Conclusão

    Transformar material solto em um resumo entregável é menos sobre “escrever bem” e mais sobre organizar antes de escrever. Quando você reúne, agrupa por assunto e só então redige, o texto fica naturalmente mais claro e curto.

    Se você travar, volte uma etapa e ajuste o agrupamento. Na maioria das vezes, o bloqueio não é falta de capacidade, e sim excesso de informações competindo dentro do mesmo parágrafo.

    Na sua rotina, o que mais atrapalha: juntar o conteúdo que ficou espalhado ou cortar o que é repetido? E quando você entrega um resumo, qual critério o professor mais cobra na sua turma?

    Perguntas Frequentes

    Preciso copiar tudo para um documento antes de começar?

    Não. Você precisa apenas deixar o conteúdo “visível” e comparável. Uma folha de rascunho com frases curtas já resolve, principalmente se parte estiver em fotos.

    Como saber quantos parágrafos devo fazer?

    Conte seus blocos de assunto. Um parágrafo por bloco funciona na maioria dos casos. Se um bloco ficar grande demais, divida em dois parágrafos mantendo o mesmo tema.

    Resumo pode ter exemplo?

    Pode, desde que seja curto e sirva para esclarecer a ideia central. Se o exemplo ocupa mais espaço do que a explicação, ele provavelmente está longo demais para esse formato.

    O que faço quando minhas anotações têm contradições?

    Marque a dúvida e confirme com o material base (livro, slides, professor). Se não der tempo, escreva de forma neutra e evite afirmar como certeza o que você não conseguiu validar.

    Como evitar que o resumo fique “genérico”?

    Troque palavras amplas por relações concretas. Em vez de “fala sobre sociedade”, diga “discute relações entre trabalho, renda e acesso a direitos”, por exemplo.

    Posso usar tópicos em vez de parágrafos?

    Depende do que foi pedido. Se o professor solicitou texto corrido, use parágrafos. Se aceitou tópicos, eles ainda precisam ter ligação e não podem virar apenas palavras soltas.

    Quanto tempo antes do prazo devo começar?

    O ideal é separar duas sessões curtas: uma para organizar e outra para escrever e revisar. Mesmo com pouco tempo, fazer a organização primeiro reduz o risco de entregar algo confuso.

    Referências úteis

    USP/ECA — orientações sobre elaboração de resumos: usp.br — resumos

    USP/ECA — texto sobre fichamento e uso no estudo: usp.br — fichamento

    UERGS — manual acadêmico com diretrizes de escrita: uergs.edu.br — manual